Sábado, 12 de Abril de 2008

Ontem e hoje...

 Alentejo*
( Outrora o celeiro de Portugal )
Eugénio de Sá


Espigas desta terra
Vocação de pão
Searas de vento
Ventos de paixão
Juntam-te fermento
Do meu coração

Espigas desta terra
Celeiros de amor
És calma de estio
Amas o calor
Mãos em desvario
Ceifadas na dor

Espigas desta terra
Rude gente a tua
Que sofre e não cai
Nas pedras da rua
Mas em ti se esvai
Ruas d'amargura

Espigas desta terra
Mulheres te serviram
Feitas fundas mágoas
Não sei se elas riram
Seus olhos mares d’águas
Flores que não floriram


*Alentejo, a maior província de Portugal, foi em tempos o seu orgulhoso celeiro mas o seu pão era feito de sangue, suor e lágrimas.

Agora é umas das áreas europeias mais despovoadas, onde vagueiam velhos e animais nas profundezas do esquecimento humano.

Alemães e ingleses vão-lhe comprando as entranhas, que mais ninguém quer.

Sei o que foi aquilo; o inferno ao calor do sul, a fome ao frio da indiferença. Hoje; é o abandono, ao estigma do despovoamento.

Eugénio de Sá

Meu Alentejo amado editou às 06:55

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